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terça-feira, 3 de agosto de 2010

Pormenores para reflectir

A iniciativa dos responsáveis autárquicos da nossa freguesia e do nosso concelho no que respeita às mais recentes operações urbanísticas encetadas, mais concretamente da ampliação do cemitério e da obra que agora decorre nas traseiras do edifício da junta de freguesia decorrem a velocidades tão fascinantes que os pequenos pormenores acabam por nunca passar de pormenores sem significado, quando nós sabemos que a qualidade é traduzida no rigor, no detalhe e na valorização do pormenor.

1º Pormenor:
Foi publicada no caminheiro a opinião do nosso pároco no que se refere à ampliação do cemitério, e não obstante a importância da obra e o agrado com que vejo a iniciativa preocupa-me que não se tenham acautelado as questões relacionadas com a Igreja. É certo que não sendo propriedade desta, nem sendo de sua utilização exclusiva podemos dizer que o maior utilizador daquele espaço é mesmo o nosso pároco. Poderão tentar retirar-lhe a razão, argumentando que nem todas as pessoas são católicas, no entanto parece-me no mínimo inacreditável que, sabendo de antemão a relação existente entre aquele espaço e a entidade Igreja, se inicie uma obra pública com este significado e com este impacto sem que se tenha falado com o representante da Igreja na nossa freguesia.
Provavelmente uma conversa prévia teria evitado todo este alarido.

2º Pormenor:
A construção, oficialmente não sabemos o que é, de um parque para auto-caravanas nas traseiras do edifício da junta deveria na minha opinião pelo menos ter em conta a o cumprimento de requisitos legais, nomeadamente a utilização de produtos que cumpram os decretos, directivas e portarias bem evidentes que são as paletes que estiveram estacionadas à beira da estrada sem que tenham qualquer identificação deste género, se fossemos ainda mais conscientes pediria ainda para que fossem utilizados produtos da região.


Não é esta a vontade dos nossos responsáveis e assim continuamos a fazer obras sem que se acautele o desenvolvimento económico das nossas “indústrias” a todos os níveis. Se calhar como bons portugueses que somos devemos contentar-nos com o facto de se irem fazendo obras, como se nos estivessem a dar uma esmolinha…

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