Passei no domingo passado em frente ao campo de jogos da cabecinha, e num daqueles momentos de nostalgia relembrei as tardes de domingo em que ali se juntávamos para ver a bola, para conviver com os amigos e passar um bom bocado. Seriam outros tempos em que um povo se uniu e conseguiu manter uma actividade e uma dinâmica que não se pode traduzir em números.
Hoje procurei mentalmente recordar uma actividade desportiva que tivesse partido da iniciativa da nossa junta de freguesia, não tive sucesso, não consegui recordar uma única. Porquê?
Será porque a nossa junta não dispõe de verbas para organizar eventos desportivos?
Será porque não temos estruturas disponíveis?
Será porque a nossa junta não dispõe de tempo?
Seja qual for a razão isto não deveria acontecer, somos a maior freguesia da Batalha, temos uma população de cerca de 1600 pessoas, temos espalhadas pela nossa freguesia pelo menos 10 associações(!), temos na nossa freguesia pelo menos 6 recintos desportivos (!!) dos quais 2 são pavilhões . E com tudo isto à nossa disposição do que podemos dispor? A que é que temos direito?
Há cerca de 4 talvez 5 anos fizeram-se umas obras na “cabecinha” que logo foram criticadas por alguém que dizia que queriam transformar os balneários em garagens, logo veio uma resposta excelentemente redigida pelo nosso presidente a referir que seriam obras a prever melhorias nas condições para quem dispusesse daquelas instalações e que a dinâmica desportiva em S. Mamede não iria ficar esquecida. Passados estes anos podemos confirmar os receios de quem criticou, e que a resposta do nosso presidente foi apenas para tapar os olhos de quem queria ver.
Congratulo os nossos colegas da Colectividade da Demó que recentemente relançaram a sua actividade com mais um torneio desportivo, mas penso que quem tomou as rédeas da Junta de freguesia, que é quem se deve sentir mais responsável pela dinamização da população, necessita de um abanão.
Acordem meus senhores, abram os olhos e vão poder ver uma população adormecida pelo marasmo e apatia que vocês não querem mudar.