
Cerca de 170 trabalhadores da empresa Bonvida Porcelana, em Pinheiros, Batalha, estão concentrados desde esta manhã à porta da unidade, em protesto contra a possibilidade de extinção dos seus postos de trabalho.
A Bonvida Porcelana enviou na segunda-feira uma carta aos funcionários, dispensando-os de se apresentarem ao serviço a partir de hoje, terça-feira, e até ao dia 26 de setembro.
A empresa alega a interrupção do fornecimento de gás para justificar a dispensa de funcionários de 23 secções, que englobam o desenho gráfico, serigrafia, portaria e limpeza.
“A empresa está a tentar realizar despedimentos de forma encapotada”, acusou, em declarações à agência Lusa, o responsável no distrito de Leiria pelo Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Cerâmica.
O sindicalista revelou que, depois da comunicação ter chegado aos trabalhadores, “foi-lhes dito que quem quisesse levantar a carta para o fundo de desemprego que o podia fazer até sexta-feira”.
O sindicato “está neste momento a comunicar o caso à Autoridade para as Condições de Trabalho e a tentar entrar em contacto com a administração, que não se encontra nas instalações da empresa”, acrescentou José Fernando.
A Bonvida possui cerca de 175 trabalhadores e labora no setor da cerâmica utilitária e decorativa.
O presidente da Câmara Municipal da Batalha, António Lucas, disse hoje à Lusa temer que “a estatística do desemprego na Batalha dispare, caso se concretizem os despedimentos”, lembrando que “cerca de 50 por cento dos trabalhadores são do concelho”.
O autarca mostrou-se preocupado pelo facto de “atingir muita família” e isso “poder trazer graves problemas sociais”.
António Lucas disse esperar “que esta seja uma situação pontual e que a empresa possa de facto retomar a produção o mais rapidamente possível”.
Apesar de diversas tentativas, a Lusa não conseguiu contactar a administração da empresa.
@Lusa
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